terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Chorai arcadas 
Do violoncelo! 
Convulsionadas, 
Pontes aladas 
De pesadelo... 
De que esvoaçam, 
Brancos, os arcos... 
Por baixo passam, 
Se despedaçam, 
No rio, os barcos. 
Fundas, soluçam 
Caudais de choro... 
Que ruínas, (ouçam)! 
Se se debruçam, 
Que sorvedouro!... 
Trêmulos astros, 
Soidões lacustres... 
_ Lemes e mastros... 
E os alabastros 

Dos balaústres! 
Urnas quebradas! 
Blocos de gelo... 
_ Chorai arcadas, 
Despedaçadas, 
Do violoncelo. 

Camilo Pessanha

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